O que é
A fibromialgia é uma condição crônica definida pelo quadro clínico: dor espalhada pelo corpo que persiste por meses, muitas vezes junto com problemas de sono, fadiga e alterações cognitivas (como dificuldade de concentração). As revisões Cochrane a descrevem como uma condição de causa desconhecida, em que muitas pessoas relatam bastante incapacidade e pior qualidade de vida.
A dor é real. Muita gente com fibromialgia ouve que "é da cabeça". Os critérios diagnósticos e a diretriz europeia (EULAR) tratam a fibromialgia como uma condição de saúde com tratamento próprio, e não como queixa sem base. Ansiedade e depressão aparecem com frequência (veja abaixo), mas os estudos contam quantas pessoas têm os dois problemas, não qual veio primeiro.
Se a sua dor é persistente e você quer entender o quadro geral da dor crônica, leia também Dor Crônica. Esta página trata do que é específico da fibromialgia.
Fontes: Welsch P, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2018;(2):CD010292 · Bernardy K, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(9):CD009796 · Macfarlane GJ, et al. Ann Rheum Dis. 2017;76(2):318-328 · Wolfe F, et al. Semin Arthritis Rheum. 2016;46(3):319-329.Quão comum é
Uma revisão de literatura feita por pesquisadores brasileiros (USP), que buscou estudos de 2005 a 2014 e incluiu 39 deles, encontrou prevalências entre 0,2% e 6,6% na população geral e entre 2,4% e 6,8% em mulheres. A faixa é larga, e o resumo da revisão não explica por quê.
O resumo da revisão não traz um número só para o Brasil, então não dá para dizer, a partir dele, quantos brasileiros têm fibromialgia.
Fonte: Marques AP, et al. Rev Bras Reumatol. 2017;57(4):356-363.Por que acontece: o que se sabe e o que não se sabe
As revisões Cochrane sobre fibromialgia a descrevem como uma condição de causa desconhecida. Não há, nas fontes que lemos, uma explicação única que seja aceita como a causa.
A fibromialgia costuma ser discutida hoje sob o conceito de dor nociplástica: dor que surge de uma alteração na nocicepção (o processamento da dor), não totalmente explicada por lesão do tecido nem por lesão de nervo. Os autores de uma revisão de 2026 alertam para três cuidados: dor nociplástica não é sinônimo de dor crônica primária, nem de sensibilização central, e nem sempre a fibromialgia é o exemplo puro desse tipo de dor. Também lembram que o termo é debatido e que os critérios ainda precisam de testes. Ou seja, é uma forma de organizar a pesquisa, não uma explicação fechada.
Fontes: Welsch P, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2018;(2):CD010292 · Häuser W, Kosek E. Eur J Pain. 2026;30(1):e70175.Humor e fibromialgia andam juntos com frequência
Numa metanálise de 376 estudos (347.468 adultos com dor crônica), sintomas clinicamente importantes de depressão estavam presentes em 39,3% e de ansiedade em 40,2%. Entre as condições estudadas, as amostras de fibromialgia tiveram os números mais altos: depressão em 54,0% (IC 95% 48,5 a 59,4) e ansiedade em 55,5% (IC 95% 50,4 a 60,4).
O que isso não mostra: é uma contagem de quantas pessoas têm os sintomas, e não diz o que causou o quê. No conjunto de todos os estudos, a variação entre eles foi muito grande (heterogeneidade acima de 98%), e os números descrevem sintomas importantes ou diagnóstico, não toda pessoa com fibromialgia. Os próprios autores recomendam rastrear humor na rotina de quem tem dor crônica.
Fonte: Aaron RV, et al. JAMA Netw Open. 2025;8(3):e250268.Como o diagnóstico é feito
O diagnóstico é clínico, feito por critérios que combinam a avaliação do médico e um questionário. Uma revisão de 2016 dos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) reuniu 14 estudos de validação. Comparados com os critérios de 1990 e com o diagnóstico clínico, os critérios de 2010/2011 tiveram sensibilidade mediana de 86% e especificidade mediana de 90%.
- Os critérios de 2010/2011 classificavam errado quem tinha dor em uma região só. Ao acrescentar um critério de dor generalizada, esse erro deixou de ocorrer na análise dos autores, e foi essa a base da revisão de 2016.
- A versão de 2016 combina critérios do médico e questionário. Os autores afirmam que só a parte feita pelo médico vale para diagnosticar uma pessoa; a versão de autorrelato (só o questionário) vale para pesquisa, não para o diagnóstico individual.
Um cuidado ao ler esses 86% e 90%: eles medem o quanto os critérios de 2010/2011 concordam com os de 1990 e com o diagnóstico clínico. Os próprios autores os interpretam como concordância, porque os critérios são definidos de formas diferentes, e não como a chance de acertar contra um padrão independente. A revisão de 2016 também retirou a recomendação, que os autores descrevem como confusa, sobre exclusões diagnósticas. Seja qual for o diagnóstico, uma dor nova ou diferente do seu padrão merece avaliação (veja o quadro de sinais de alerta).
Fonte: Wolfe F, et al. Semin Arthritis Rheum. 2016;46(3):319-329.Tratamento: o que as diretrizes e as revisões mostram
A diretriz europeia revisada (grupo de 12 países) partiu de 2.979 títulos, selecionou 275 artigos completos e avaliou 107 revisões e/ou metanálises. Pelas metanálises, a única recomendação "forte a favor" de um tratamento foi o exercício. Psicoterapia, medicamentos e programas de reabilitação multimodal receberam recomendação "fraca a favor".
A ordem em etapas foi proposta por opinião de especialistas, não por ensaio: começar por educação do paciente e tratamentos sem remédio; se não houver resposta, personalizar (psicoterapia para humor e estratégias de enfrentamento pouco úteis, medicamento para dor intensa ou distúrbio do sono, reabilitação multimodal para incapacidade intensa), sempre com decisão compartilhada. Os autores dizem que o tamanho do efeito da maioria dos tratamentos é relativamente modesto.
Limite: a revisão da literatura da diretriz foi feita em maio de 2015, então ela não inclui estudos mais recentes.
Fonte: Macfarlane GJ, et al. Ann Rheum Dis. 2017;76(2):318-328.Exercício aeróbico e exercício misto
Aeróbico (Cochrane, 13 ensaios, 839 pessoas). Na comparação com nenhum exercício (até 8 ensaios, 456 pessoas, 6 a 24 semanas), as notas de 0 a 100 (menor é melhor) tiveram: dor 11 pontos menor (diferença de médias −11,06; IC 95% −18,34 a −3,77), função física 10 pontos menor (−10,16; IC 95% −15,39 a −4,94) e qualidade de vida 8 pontos menor (−7,89; IC 95% −13,23 a −2,55). Em fadiga, o intervalo incluiu a ausência de efeito (−6,48; IC 95% −14,33 a 1,38). Os autores classificaram a evidência como de baixa qualidade para dor, função, fadiga e rigidez, e de qualidade moderada para qualidade de vida e abandono.
Misto (Cochrane, 29 ensaios, 2.088 pessoas, 98% mulheres). Aeróbico, força e flexibilidade combinados, contra grupo controle (21 ensaios, 1.253 pessoas): dor 5 pontos em 100 menor (IC 95% 1 a 9), o que os autores descrevem como melhora relativa de 9%, abaixo do limiar de 15% que usaram como relevante; função física 11 pontos menor (IC 95% 7 a 15); fadiga 13 pontos menor (IC 95% 8 a 18, mas de um único estudo). A evidência foi de qualidade moderada para todos os desfechos, menos rigidez (baixa).
O que não está claro: a saída de pessoas dos estudos não diferiu de forma clara com e sem exercício (aeróbico: risco relativo 1,25; IC 95% 0,89 a 1,77; misto: 1,02; IC 95% 0,69 a 1,51), mas os eventos adversos foram pouco medidos, e algumas pessoas tiveram piora temporária de dor, dor muscular ou cansaço durante ou depois do exercício. No exercício misto, a melhora de dor e rigidez não se manteve no seguimento, enquanto a de qualidade de vida, fadiga e função física sim, com evidência de qualidade muito baixa. Quanto ao efeito a longo prazo do exercício aeróbico, o resumo da revisão é ambíguo, e por isso não o citamos.
Fontes: Bidonde J, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2017;(6):CD012700 · Bidonde J, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2019;(5):CD013340.Exercício de força
A revisão Cochrane de treino de força reuniu apenas 5 estudos (219 mulheres). Em 3 ensaios de 16 a 21 semanas de treino moderado a intenso contra grupo controle, o escore de impacto da fibromialgia (FIQ, 0 a 100) caiu 16,75 pontos (IC 95% −23,31 a −10,19). A dor caiu 3,3 cm numa escala de 10 cm, mas com intervalo muito largo (IC 95% −6,35 a −0,26): a direção é a favor do treino, o tamanho do efeito é incerto. Nenhum efeito adverso grave foi relatado, embora eles tenham sido mal registrados.
Limites: a evidência foi classificada como de baixa qualidade, a busca foi feita até março de 2013, e na comparação direta com o treino aeróbico (2 estudos) a dor melhorou um pouco mais com o aeróbico (diferença de 0,99 cm; IC 95% 0,31 a 1,67), sem diferença significativa na função. Ou seja, este trabalho não permite dizer que força é melhor ou pior do que aeróbico.
Fonte: Busch AJ, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(12):CD010884.Tai chi: um ensaio que comparou com o exercício aeróbico
Um ensaio randomizado em um hospital universitário dos EUA acompanhou 226 adultos com fibromialgia por 52 semanas: 151 foram para um de quatro grupos de tai chi (12 ou 24 semanas, uma ou duas vezes por semana) e 75 para exercício aeróbico supervisionado (24 semanas, duas vezes por semana). O desfecho principal foi a mudança no questionário de impacto da fibromialgia (FIQR) em 24 semanas.
Os cinco grupos melhoraram, e os grupos de tai chi juntos melhoraram mais do que o aeróbico: diferença de 5,5 pontos (IC 95% 0,6 a 10,4; p = 0,03). Com a mesma intensidade e duração do aeróbico (24 semanas, duas vezes por semana), a diferença foi de 16,2 pontos (IC 95% 8,7 a 23,6). Tai chi por 24 semanas rendeu mais que por 12 (9,6 pontos; IC 95% 2,6 a 16,6), e duas vezes por semana não superou uma vez. As pessoas compareceram mais às aulas de tai chi, e não houve evento adverso grave relacionado às intervenções.
Limites: foi um único centro, e o estudo era "simples-cego" (quem se exercita sabe qual exercício faz). Não houve grupo sem exercício, então o ensaio não mostra quanto da melhora se deve ao tai chi e quanto ao tempo, à atenção do grupo ou à expectativa. O resumo não diz se a diferença de 5,5 pontos importa para o paciente no dia a dia.
Fonte: Wang C, et al. BMJ. 2018;360:k851.Terapia cognitivo-comportamental
A revisão Cochrane incluiu 23 estudos (2.031 pessoas). Em comparação com os grupos controle, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) reduziu a dor em 0,5 ponto numa escala de 0 a 10 ao fim do tratamento e em 0,6 ponto no seguimento de cerca de 6 meses. O humor negativo e a incapacidade caíram cerca de 0,7 ponto em 10 ao fim do tratamento. A saída de pessoas dos estudos não diferiu (risco relativo 0,94; IC 95% 0,65 a 1,35).
Limites: o benefício é pequeno, a qualidade da evidência foi baixa, e só 2 dos 23 estudos estavam livres de qualquer risco de viés. A busca foi feita até agosto de 2013. (Os intervalos de confiança que o resumo traz para as diferenças padronizadas não batem com as estimativas, por isso não os reproduzimos.) Esses números não dizem que a dor tem origem psicológica: eles dizem que, em média, aprender estratégias para lidar com a dor trouxe um pequeno ganho sobre o cuidado habitual.
Fonte: Bernardy K, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2013;(9):CD009796.Medicamentos: o que os estudos mostram
Uma revisão de 21 revisões Cochrane (87 ensaios, 17.631 pacientes) concluiu que duloxetina, milnaciprana e pregabalina tiveram evidência moderada a boa de alívio importante da dor por 4 a 12 semanas em cerca de 1 de cada 10 adultos com dor moderada ou intensa, e sem evidência de eficácia além de 6 meses. Eventos adversos graves não foram mais comuns do que com placebo. Para mirtazapina, houve evidência moderada de nenhum efeito, e para os demais remédios, a evidência foi insuficiente ou ausente. Amitriptilina e os inibidores de recaptação de serotonina tiveram resultados sujeitos a viés de publicação.
Na revisão específica de duloxetina e milnaciprana (18 estudos, 7.903 pessoas), alívio da dor de 50% ou mais ocorreu em 31% com o medicamento e em 21% com placebo (diferença de 9 pontos percentuais; número necessário para tratar 11; IC 95% 9 a 14). A sensação de estar "muito melhor" foi relatada por 52% contra 29%. Por outro lado, 19% deixaram o estudo por efeitos adversos, contra 10% com placebo. Para qualidade de vida e fadiga, os autores não encontraram benefício clinicamente relevante, e pelo critério de 50% de alívio a revisão considerou o ganho sem relevância clínica.
Limites: as duas revisões não concordam na certeza: a revisão ampla de 2025 fala em evidência moderada a boa, e a revisão específica de 2018 em evidência de qualidade baixa a muito baixa. Esta última conclui que, em média, os benefícios foram superados pelos riscos, mas que uma minoria das pessoas pode ter alívio importante sem efeitos adversos relevantes. Não há evidência de quem tende a responder. Esta página não indica remédio nem dose: essa escolha é do médico, pesando benefício e efeito adverso no seu caso.
Fontes: Moore A, et al. Rheumatology (Oxford). 2025;64(5):2385-2394 · Welsch P, et al. Cochrane Database Syst Rev. 2018;(2):CD010292.Como as opções se encaixam
- Base do tratamento: entender o diagnóstico e manter-se ativo. O exercício é o único tratamento com recomendação forte na diretriz EULAR, com ganhos modestos e evidência de qualidade de baixa a moderada.
- Tipo de exercício: aeróbico, misto, de força e tai chi mostraram benefício em estudos, mas nenhum estudo aqui citado prova que um seja superior a todos os outros. O ensaio do BMJ sugere que o tai chi pode render tanto ou mais que o aeróbico, com a ressalva de não ter grupo sem exercício. A tolerância é pessoal: piora temporária da dor após o exercício foi relatada.
- Terapia cognitivo-comportamental: pequeno ganho em dor, humor e incapacidade, como complemento.
- Medicamentos: ajudam uma minoria, por semanas a poucos meses, e trazem efeitos adversos. A decisão é individual, com o médico.
O que cada pessoa deve fazer depende da intensidade da dor, do sono, do humor, do que ela consegue tolerar e da sua preferência. É uma decisão para tomar com quem examina você.
⚠️ Quando procurar avaliação
- Dor nova, de início recente, com febre, suor noturno ou perda de peso sem motivo: pode ter outra causa e precisa de avaliação.
- Fraqueza que você consegue notar (dificuldade para levantar da cadeira, deixar cair objetos, perna que falha) ou formigamento e dormência em uma região que não passam.
- Articulação inchada, quente e vermelha, ou rigidez forte pela manhã que dura muito: pode indicar uma causa inflamatória, que precisa de avaliação própria.
- Dor que muda de caráter ou fica muito mais intensa que a sua dor habitual, ou que piora depois de iniciar um novo exercício ou medicamento.
- Tristeza profunda, perda de esperança ou pensamentos de se machucar: fale agora com o CVV, ligando 188 (24 horas, gratuito). Em risco imediato, ligue SAMU 192.
Dor espalhada pelo corpo há meses?
A avaliação confirma se o quadro é compatível com fibromialgia, descarta outras causas e monta com você um plano de exercício e acompanhamento.
Agendar avaliaçãoReferências científicas
- Aaron RV, Ravyts SG, Carnahan ND, et al. "Prevalence of Depression and Anxiety Among Adults With Chronic Pain: A Systematic Review and Meta-Analysis." JAMA Netw Open. 2025;8(3):e250268. JAMA Netw Open
- Bernardy K, Klose P, Busch AJ, Choy EH, Häuser W. "Cognitive behavioural therapies for fibromyalgia." Cochrane Database Syst Rev. 2013;(9):CD009796. Cochrane
- Bidonde J, Busch AJ, Schachter CL, et al. "Aerobic exercise training for adults with fibromyalgia." Cochrane Database Syst Rev. 2017;(6):CD012700. Cochrane
- Bidonde J, Busch AJ, Schachter CL, et al. "Mixed exercise training for adults with fibromyalgia." Cochrane Database Syst Rev. 2019;(5):CD013340. Cochrane
- Busch AJ, Webber SC, Richards RS, et al. "Resistance exercise training for fibromyalgia." Cochrane Database Syst Rev. 2013;(12):CD010884. Cochrane
- Häuser W, Kosek E. "Nociplastic Pain: Facts, Controversies and Future Tasks." Eur J Pain. 2026;30(1):e70175. Eur J Pain
- Macfarlane GJ, Kronisch C, Dean LE, et al. "EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia." Ann Rheum Dis. 2017;76(2):318-328. Ann Rheum Dis
- Marques AP, Santo ASE, Berssaneti AA, Matsutani LA, Yuan SLK. "Prevalence of fibromyalgia: literature review update." Rev Bras Reumatol. 2017;57(4):356-363. Rev Bras Reumatol
- Moore A, Bidonde J, Fisher E, et al. "Effectiveness of pharmacological therapies for fibromyalgia syndrome in adults: an overview of Cochrane Reviews." Rheumatology (Oxford). 2025;64(5):2385-2394. Rheumatology
- Wang C, Schmid CH, Fielding RA, et al. "Effect of tai chi versus aerobic exercise for fibromyalgia: comparative effectiveness randomized controlled trial." BMJ. 2018;360:k851. BMJ
- Welsch P, Üçeyler N, Klose P, Walitt B, Häuser W. "Serotonin and noradrenaline reuptake inhibitors (SNRIs) for fibromyalgia." Cochrane Database Syst Rev. 2018;(2):CD010292. Cochrane
- Wolfe F, Clauw DJ, Fitzcharles MA, et al. "2016 Revisions to the 2010/2011 fibromyalgia diagnostic criteria." Semin Arthritis Rheum. 2016;46(3):319-329. Semin Arthritis Rheum
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individual. Os estudos citados têm limites que estão descritos no texto; o plano de exercício e a decisão sobre medicamentos devem ser individuais. Em caso de pensamentos de se machucar, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).